sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Minha cama, meu divã


'Hora de ir dormir, deito e começo a pensar como foi o dia e como está a vida, olho pro ursinho de pelúcia ao meu lado, apenas ouvindo meus pensamentos'

Quem antes de adormecer não reflete na vida, no seu dia, no geral o que está ocorrendo. Deitada na cama, começo a pensar como se tivesse numa terapia, arrumo o travesseiro, viajo nas ideias e suposições do que pode ocorrer, o que pode mudar e o que depende de mim para mudar.
Não vejo a hora passar, sem perceber já estou falando sozinha, rindo, séria, olhando pro nada, sentada com lágrimas nos olhos e meu ursinho está ali ainda me observando, como se estivesse me entendendo e compreendendo, não podendo me aconselhar, ele não fala.
A ânsia e angústia de querer ouvir a opinião de alguém, mas que essa te entendesse por inteiro, que ouvisse seus pensamentos e você não precisasse esclarecer nada, telepatia apenas. Ainda não existe, essa pessoa que eu procuro não existe, e talvez nuca venha a existir.
Meus pensamentos súbitos de sumir, dar uma volta apenas, e quando voltar o que tivesse de ser resolvido, já teria se resolvido.
Agora tudo tá certo, simples e resolvido, sem problemas algum, apenas sorrisos sinceros, amigos em quem confiar num mundo perfeito.
Então acordo, vejo que ainda estou no meu divã, meu ursinho ainda está lá me olhando, nada mudou. Os sonhos se foram e agora mais um dia começa.
Até a noite divã, até a noite ursinho, tenham um bom dia.

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